de repente o céu acinzentou,
como noite que chega antes da hora
como lembranças esquecidas
que voltam mudando a cor do dia
dentro de nós
um teto gris de nuvens
desce sobre a cidade
como tarde antiga
chuva passageira
sobre ruas sem urgência
noite sem estrelas
vejo fora e dentro
um céu que finge
e um tempo que insiste
a cidade escorre em cinza
sobre o lado oculto das retinas
quando as estrelas aparecem,
a noite se revela.

Observar o céu, as cores com que se apresenta...Se gris ,esperar as mudanças azuladas...Continuar olhando.Faz bem! Lindo te ler! abraços, ótimo dia! chica
ResponderExcluirÉ isso mesmo, Chica, abraços pra ti também.
ExcluirPor aqui a tempestade é verdadeira. Como se fora uma lembrança assustadora. E como assobia!
ResponderExcluirBelo teu poema escrito numa noite sem estrelas.
Beijinho.
Obrigado, Teresa, beijos.
ExcluirUau, que poema maravilhoso! Cada verso desconcerta e faz-nos refletir, mas gostei, particularmente, dos dois últimos. Porque acho que a nossa caminhada passa muito por observar e absorver
ResponderExcluirEsse comentário vindo de ti é algo que me deixa contente, Andreia, afinal eu gosto bastante dos teus escritos. :)
ExcluirCurioso que eu estava a observar o céu escuro da varanda. Nuvens cobrindo a lua, gotas de água dando indícios do amanhã cinza. Quem sabe nos conectamos, meu amigo, neste exato momento. Obrigado por traduzir, neste poema, minhas últimas e prolongadas horas de reflexão. Abraços Ulisses
ResponderExcluirQue alegria me dá te ver por aqui, Diego, e mesmo através da distância, estamos sempre de alguma forma conectados, qualquer hora iremos observar o céu daqui da cidade juntos de novo (e daí também), abraços!
Excluirescreve-se boa poesia neste blog
ResponderExcluiré sempre gratificante saber de mais um espaço de qualidade
abraço
Obrigado, Manuel, outro abraço.
ExcluirUm belo poema, gostei.
ResponderExcluirUm abraço e boa semana.
Andarilhar
Dedais de Francisco e Idalisa
O prazer dos livros
Valeu, Francisco, outro abraço.
ExcluirOlá, Ulisses!
ResponderExcluirDisseste-me há uns tempinhos, k não era fácil comentar poesia (a minha é mto fácil e direta), e hoje, e nesse momento, eu sinto isso.
Escreves mto eruditamente (sabes k nem todos têm formação académica superior) e é difícil saber o k vai no cérebro e no coração do poeta, de ti. Tua poesia é mto "madura", e se não soubesse a tua idade, diria, que já tinhas 60 ou 70 anos.
Céu cinzento, que surge de vez em qdo, tal como as nossas recordações boas e más, mas falas "lá pelos idos de 1900 e guaraná com rolha", sinceramente não consigo saber do k se trata.
Pensemos, então, nas estrelas, que cobrem as cidades e os nossos olhos de verdade e beleza.
Beijos e boa semana.
Oi, Céu. Achas que escrevo "eruditamente", interessante e curioso saber essa tua opinião, penso que em geral os meus poemas são também simples e diretos. Falta bastante tempo para eu ter 60 anos, hehe, mas sim, acho que, em alguns momentos, minha alma é mais velha, e em outros, talvez na maior parte do tempo, "a criança em mim" fala mais alto, brinca, não se leva muito a sério. "1900 e guaraná com rolha" é uma expressão que algumas pessoas de algumas partes daqui do Brasil usam para dizer que algo é bem antigo, ou que aconteceu faz muito tempo. Abraços.
ExcluirUlisses, olá, de novo!
ExcluirGrata pela tua explicação qto aos idos 1900 e tb em relação a toda a tua exposição.
Bons sonhos e boas estrelas -rs.
Um belo poema... que nos revela um céu interior... também por vezes turbulento... mas sabendo absorver a turbulência... cedo ou tarde... todos os cinzentismos da vida, se tornam passageiros!...
ResponderExcluirGostei imenso! Abraço! Continuação de uma boa semana!
Ana
Bom saber que gostou imenso, Ana, outro abraço!
ExcluirConcordo plenamente com a Andreia. "observo. absorvo".
ResponderExcluir:)
ExcluirMuda o céu, mudamos nós. Ainda bem que nem sempre somos noite sem estrelas.
ResponderExcluirBonito poema! Cuando observamos el cielo, expandimos nuestra conciencia nuestra alma fluye sin esfuerzo con esta grandeza, que nos caracteriza como seres humanos.
ResponderExcluirUn abrazo.
Estoy de acuerdo contigo, Cristina, gracias, abrazos.
ExcluirVim dar umas voltas no passado, que é para onde estamos retrocedendo, ultimamente, Ulisses.
ResponderExcluirAntes o passado fosse os teus versos dos meses anteriores...mas ao que tudo indica, é para o tempo do guaraná em rolha mesmo que estamos retornando.
Sabes por certo que não temos mais o "Sem Censura", não é mesmo?
Abraços solidários e libertários.
Acho que algumas pessoas, muitas, pensam que ainda estamos em algum ano do século XX, Sandra! Mas felizmente não são todas. Estamos aqui para quebrar determinadas antigas estruturas! Hehe. Abraços.
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